Na história do ensino do jogo foram aparecendo um conjunto de métodos de ensino, muitos dos quais provenientes do ensino em geral.
Vamos aqui fazer um breve historial crítico desses métodos.
O método com maior dominância no ensino do basquetebol, principalmente a partir do momento em que o ensino se começou a sistematizar é o método analítico. Um dos problemas do uso exclusivo deste método na aprendizagem do basquetebol é o fato de que ele apenas pode fazer aprender alguns aspectos delimitados desse todo que é a capacidade de jogo. Geralmente, só a capacidade de execução de um gesto, em condições estritamente delimitadas, é tratada. Ficam por desenvolver muitos outros aspectos de que depende a capacidade de jogar. E isso acontece pois o método analítico, pela sua natureza, despe a execução dos gestos e movimentos das condições da sua utilização em situação de jogo.
Por outro lado, já há muitos anos que este método, e principalmente a sua utilização exclusiva, são responsáveis pela baixa da motivação dos jogadores, principalmente dos mais jovens.
No caso do basquetebol, especialmente, mas também a respeito do handebol, podemos ler coisas como estas:
“O estudo puramente analítico dos principais gestos técnicos permite melhorar rapidamente as relações jogador-bola, mas somente quando as consideramos as duas isoladamente.
De fato, recolocados no jogo, o jovem jogador é incapaz de aí utilizar a técnica correta que ele pode adquirir fora das condições do jogo, mesmo se ele consagrou um tempo relativamente grande à prática da técnica.
É por isso que consideramos que é indispensável basear toda a iniciação primeiro no jogo. Este é, além disso, a atividade que as crianças gostam mais e, praticamente, as crianças aprendem a jogar jogando, e frequentemente jogando sozinhas.
Todavia, afim de aumentar os progressos e a sua rapidez, o educador procura intervir no jogo. Este torna-se “jogo dirigido””. (Listello, 1959)
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